The Palestinian Nakba (catastrophe)

PRESS RELEASE

Issued by the Diplomatic Mission of Palestine in Portugal

 

On the Occasion of the Palestinian Nakba day, Dr. Hikmat Ajjuri, the Palestinian Ambassador to Portugal says: “On Sunday, May 15, we mourn the Day when Palestine was murdered to the birth of the State of Israel. A day that is very sad to the Palestinians in which the Zionist forces committed 33 massacres and destroyed 450 Palestinian towns and in which 750,000 Palestinians were expelled from their homes.”

 

Ambassador Ajjuri Added: “The Israelis succeeded in wiping off our villages but failed to do so with our memory.”

 

Dr. Ajjuri continued: “The only assurance that both the Palestinian Nakba and the Jewish holocaust will become frozen moments in history is by granting the Palestinians their inalienable right to celebrate their independence as their Israeli neighbours do”.

 

Annually and for the past 68 years, the Palestinians commemorate, the 15th of May, the most calamitous day in their contemporary history. Thus, every year when the Israelis celebrate the achievement of their statehood, the Palestinians mourn the Nakba (catastrophe), the great historical calamity that saw the sinews of their society shredded, their towns and villages invaded, their cities sacked and depopulated, their people – the rightful owners of the land – uprooted, evicted and scattered across the Arab world.

 

In 1948, the Jewish Zionists widened their territorial control on every front and in the end commanded 78%, instead of the 56% allotted to them by the United Nations’ partition plan of historic Palestine. In the same short period approximately 750,000 Palestinians were driven from their homes, many forcibly, at the hands of Zionist gangs and thus found themselves until this date, homeless and stateless refugees. As part of the Zionist organized ethnic cleansing campaign, more than 450 of the Palestinian villages were wiped off the face of earth purposefully to make way for an expanded Jewish state in historic Palestine, by the aforementioned gangs.   Most Israeli and Palestinian historians, of them the Jewish historian Illan Pappe, now agree, that the Zionist gangs conducted a concerned campaign of terror and atrocities including massacres. In spite of those Zionists’ inhumane practices, the Palestinians have miraculously recovered from them. They were intended to ethnic cleanse the Palestinians and to forcibly expel them in order to uproot them and erase their presence, which was rooted in the depths of their land and history. In those dark days the Palestinian people had looked to the United Nations organization as a beacon of hope and appealed for ending the injustice and for achieving justice and peace.

On the 29th 0f November 2012, and after 65 years of misery, 138 countries decided to take a stand in support of peace, justice, morality and human decency by voting in favour of Palestine as a non-member observer state at the UNGA.

In this regard the Palestinians, and regardless of their continued suffering until today at the hands of the Zionist Israeli occupiers, are obliged to say that they are indebted to Portugal along with another 137 countries which have rescued the chances of peace by rescuing the two state solution.

Comunicado de Imprensa

Emitido pela Missão Diplomática da Palestina, por ocasião do Dia da Nakba

Por ocasião do dia da Nakba Palestiniana, O Embaixador da Palestina, Dr. Hikmat Ajjuri, declara: “No Domingo, dia 15 de Maio, estaremos de luto, marcando o dia em que a Palestina foi assassinada, para nascer, no seu lugar, o Estado de Israel. É, como devem imaginar, um dia muito triste para os palestinianos. Em 1948, as forças sionistas cometeram mais de 33 massacres, destruíram mais de 450 cidades e vilas palestinianas e expulsaram cerca de 750.000 palestinianos das suas casas.”

O Embaixador Ajjuri acrescenta: “Os israelitas conseguiram apagar as nossas vilas, mas nunca conseguirão apagar a nossa memória.” E diz: “A única garantia de que a catástrofe palestiniana se tornará um momento congelado na história, tal como o holocausto judeu, será através do alcance de uma paz baseada na justiça, no respeito mútuo, através da garantia dos direitos inalienáveis de autodeterminação aos palestinianos, e na celebração da sua independência, tal como os seus vizinhos israelitas.”

Anualmente e durante os últimos 68 anos, os palestinianos marcam o dia 15 de Maio como o dia mais triste da sua história contemporânea. Em 1948, os judeus sionistas espalharam o seu controlo territorial em todas as frentes, acabando por conquistar 78% do território, em vez dos 56% que lhes foram atribuídos pelo plano da ONU de partilha da Palestina histórica. Neste mesmo curto período de tempo, aproximadamente 750,000 mil palestinianos foram expulsos das suas casas à força pelas mãos de gangues sionistas. Estas pessoas encontram-se, até a data de hoje, refugiadas, sem teto nem estado. Os gangues sionistas aniquilaram mais de 450 vilas palestinianas da face da terra, propositadamente para abrir caminho a um Estado Judeu expandido na Palestina histórica. A maioria dos historiadores palestinianos e israelitas – como o historiador judeu Ilan Pappe – já provaram que os gangues sionistas realizaram uma campanha de terror e atrocidades, incluindo massacres contra a população indígena da Palestina.

Apesar das práticas desumanas sionistas, os palestinianos conseguiram, milagrosamente, recuperar. Estas práticas foram executadas com os objectivos de limpeza étnica dos palestinianos e de expulsão à força dos seus territórios, a fim de arrancar e apagar a sua presença, que está enraizada nas profundezas da sua terra e na sua história. Nos dias mais difíceis, o povo palestiniano dirigiu-se à organização das Nações Unidas, vista como um farol de esperança, e apelou para que se acabasse com a injustiça e para que se alcançasse a justiça e a paz.

No dia 29 de Novembro de 2012, após 65 anos de miséria, 138 países decidiram tomar uma posição em defesa da paz, justiça, moralidade e decência humana, votando a favor da Palestina como um Estado observador não membro na Assembleia Geral da ONU.

A este respeito os palestinianos, independentemente do seu sofrimento continuado até hoje nas mãos dos ocupantes israelitas sionistas, estão em dívida com Portugal e com outros 137 países, que salvaram a possibilidade de paz ao resgatar a solução de dois Estados.

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